Julgo ter vários talentos, mas sempre fui muito disperso – e talvez preguiçoso - para dedicar-me o suficiente para alcançar a excelência, daí os ofícios que escolhi. Me refiro ao jornalismo, seara em que é preciso saber apenas um pouco sobre quase tudo. Mesmo diante de um desafio modesto, amarelei (escrever com prazos apertados me era por demais sofrido) e assim que decidiram me remunerar por algo, no caso a gestão de uma livraria: agarrei-me à oportunidade, como um náufrago. Livreiros compartilham essa habilidade com os jornalistas: são capazes de travar longas conversas sobre qualquer assunto, opinando até, de improviso se necessário.
Conversando com um cliente querido, fui instigado a eleger meus romancistas e contistas prediletos. Tarefa fácil, já que do muito que leio, pouco é ficção. (Boa parte são quadrinhos, paixão que me levou a frequentar sebos, ainda menino.) Então decidi recapitular as leituras que me acachaparam, e ordem mais ou menos cronológica. E verão que a ficção propriamente dita demora a aparecer nesse relato.
O primeiro livro que fez mais do que me entreter foi “Eu, Christiane F.: 13 anos, drogada e prostituída”, dos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck, escrito a partir de entrevistas feitas com a verdadeira Christiane Felscherinow. Sexo, drogas e rock´n´roll: lances que me interessam cada vez mais. E a protagonista tinha a minha idade! E mesmo sendo uma reportagem: há um enredo interessantíssimo, com reviravoltas de tirar o fôlego e personagens envolventes. Chorei, sofri, temi, me excitei, foi uma montanha russa emocional.
Interlúdio: fiquei objetivamente excitado quando, aos 12 anos, li um livrinho introdutório ao pensamento do Sartre. Não entendi quase nada (assim como quando encarei Nietzsche, daquela coleção “Os Pensadores”), mas fui apresentado ali a uma perspectiva absolutamente excêntrica. Eu, que era um católico super militante, me senti iluminado. Mas diferentemente da Igreja, onde o conhecimento estava subordinado à promoção de um determinado estilo de vida, aquele papo filosófico não impunha qualquer escolha. Pelo contrário, pensar à reboque de Sartre tornava o mundo um lugar muito mais cheio de possibilidades.
Muito mais recentemente me empolguei com Richard Rorty, que propõe uma filosofia heterodoxa, que considera poemas, pinturas, filmes e romances fontes tão dignas e necessárias quanto tratados e artigos acadêmicos. (Se for para recomendar um único livro, recomendo “Para realizar a América: o pensamento de esquerda no Século XX na América”.) Rorty entende que a Arte discute e propõe tanto quanto aquilo tradicionalmente tido como Ciência. Afinal não há neurocientista que tenha sido tão abrangente, minucioso, rigoroso e exato quanto os artistas, em que tratando do Amor, por exemplo. Essa compreensão torna pouco relevante a questão da veracidade. Se os tais jornalistas tivessem condensado vários relatos e pessoas reais em personagens e situações fictícias, para retratar o vício em heroína na Berlim dos anos 70: nada se perderia.
Lembro-me com exatidão de quando decidi deixar o catolicismo. No grupo jovem que frequentava eu elogiei os aspectos literários da Bíblia. Nem estava questionando a veracidade dos fatos descritos ali, apenas citei livros e passagens que julgava serem das mais belas já escritas, tão refinadas quanto os versos dos poetas mais talentosos, esforçados e profanos. Meus colegas se escandalizaram. Como eu podia avaliar o Eclesiastes com os mesmos critérios que se avalia Fernando Pessoa ou Machado de Assis?
Nunca entendi o beletrismo. Nunca consegui dissociar a retórica das idéias que ela está defendendo. E aí me ocorre um texto de Borges que me marcou pra cacete, em que o argentino aponta para as deficiências de Cervantes como escritor, em especial estilísticas, concluindo que o grande mérito de “Dom Quixote” está na sabedoria ali contida. Borges diz que “Dom Quixote” não é um romance tão bom, mas que há muitíssimo a se aprender, sobre a vida e as pessoas, com a leitura desse romance. Então não há que se discutir se Jesus ressuscitou ou se estava apenas em coma e algum médico levou 3 dias para tratá-lo. O que merece nossa reflexão é: o que podemos aprender com a história/estória da ressureição de Jesus? Richard Rorty abandonou a metafísica, eu o segui. Fim do interlúdio.
Outros dois livros “pouco literários” eu li muito cedo, e definiram os caminhos que escolhi trilhar. “Rumo à Estação Finlândia”, do crítico literário Edmund Wilson, narra a história do pensamento socialista, desde antes de Marx, culminando em Lenin pegando o trem que o levará ao front da revolução bolchevique. Elegantemente escrito, foca nas relações entre os intelectuais mobilizados pelo ideal socialista (e anarquista e afins) e nos episódios – porventura prosaicos – que resultaram nas alianças e rompimentos, expondo com sagacidade a imbricação entre biografias e a história das idéias. Uma leitura que vale por meses de seminários acadêmicos. E me provou que teorias só podem ser entendidas à luz do contexto em que elas surgem. A outra leitura foi a versão de William Buck para o épico hindu “Ramayana”: totalmente alheia à questões teológicas, essa versão conta apenas a aventura de Rama, Lakshmana e Hanuman no resgate da princesa Sita, sequestrada pelo Rei Demônio Ravana. Depois tentei ler “O Hobbit”, e achei Tolkien um autor de imaginação incrivelmente pobre e estilo insuportavelmente entediante. Só posso descrever a mirabolante epopeia hindu como psicodélica... Viagem tão deliciosamente maluca como a de Rama, só as da Alice de Lewis Carroll. Daí que nunca consegui dar bola pra fantasia com ecos da Europa medieval.
“Alice no País das Maravilhas” eu li já adulto, e ainda me encanta. A despeito do seu benéfico uso pedagógico, me parece lamentável o surgimento de uma literatura simplificada e simplista para crianças. Tenho sorte de ter lido “Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo e as aventuras de Sherlock Holmes ainda criança, e tenho medo de saber o que substituiu “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (que adorei) nas aulas de Português. (E como se não bastasse, prolongaram ainda mais a imaturidade literária com essa baboseira “jovem-adulta”.)
Eu
tinha uns 20 anos e havia sido infeliz no amor até então. Jornalismo Literário tinha
sido a melhor aula que havia feito na faculdade, e o professor, Paulo
Roberto Pires, lançou um romance chamado “Do amor ausente”. Li numa
sentada, numa tarde na praia, e adorei. (A Livraria Janela lançou há poucos
meses uma plaquete maravilhosa do Paulo, “Criança de Botequim”: compre antes
que esgote.) Esbarrei em seguida no “Bolor” do Augusto Abelaira, que
também me comoveu. E parti para outro romance da autoria de um jornalista: “O
amor é fodido”, do também português Miguel Esteves Cardoso. Fui nocauteado.
Impressionado e empolgado com as três leituras, mas emocionalmente devastado. Três
histórias sobre amores fracassados. Ainda na transição para o ateísmo, tive
medo de estar sendo alertado por forças superiores quanto a um futuro de solidão.
Um romance me renovou as esperanças e restituiu minha moral: “O Amor nos Tempos do Cólera”, de Gabriel García Márquez. Uma israelense de passagem pelo Rio estava lendo e durante o breve romance que tivemos ela me comparou algumas vezes a um dos personagens. Fiquei obviamente intrigado, e essa foi a primeira obra em que creio ter mais que mergulhado: quase me afoguei. Já havia me identificado antes com personagens e situações, mas mexeu comigo de forma inédita. Desejava que a história jamais acabasse. (Pode ter a ver com o tango predileto de meu avô, que se tornou também o meu: “Gricel”, em que José Maria Contursi registrou parte de sua própria história, um tanto parecida com a de Florentino Ariza e Fermina Daza.) Havia passagens às quais voltava tantas vezes, e que tanto me emocionavam, que era preciso interromper a leitura por umas horas. Apaziguar o coração, antes de seguir. A prosa de García Márquez me arrebatou. Haviam frases que mesmo fora de contexto eram lindas e sábias. Outro autor causou em mim o mesmo maravilhamento: Salman Rushdie, com “O chão que ela pisa”, que conta a história de outro casal, os roqueiros Vina Apsara e Ormus Cama - Orfeu e Eurídice reinventados e inseridos na cena musical que o autor conheceu em primeira mão: Rushdie estudava em Cambridge quando surgiram o Small Faces e o Pink Floyd.
Deveria ler mais os autores que curti, mas o defeito de caráter que me levou à Faculdade de Jornalismo, aquilo que minha esposa Bia chama de “síndrome do tudólogo”, faz com que me satisfaça com pouco. Exasperado com a falta de tempo e o excesso de curiosidade, escolho conhecer um novo autor. Amanhã mesmo devo terminar o segundo livro do brilhante Hanif Kureishi, “O Corpo e Outras histórias”, que reúne uma novela e contos. A novela é ótima, os contos são sensacionais.
Li
Kureishi pela primeira vez há uns 15 anos, pelo menos: “O Buda do Subúrbio”
é um romance de formação ambientado na Londres dos anos 70. Muito sexo, drogas
e rock´n´roll, mais uma vez por um autor que vivenciou o cenário, a trilha
e as tramas que escolheu usar. García Márquez nasceu em 1927 e escreve como um
poeta, te faz sorrir. Natural pra quem viu o mundo quase ruir, e ser
reconstruído. O baby boomer Rushdie, de 1947, é irônico, te faz rir – e quase
paga a piada com a vida. Kureishi, inglês filho de pai paquistanês, é de 54 mas
escreve quase como se fosse da Geração X: seu sarcasmo beira o cinismo. Mas nas
suas histórias o trágico costuma ser superado, não pelos fatos mas pela compreensão
que os personagens acabam alcançando sobre si ou sobre o mundo. “O Buda do Subúrbio”
virou série televisiva em 1993, e David Bowie compôs a trilha: foi assim que
cheguei nesse romance iluminador – e também muito divertido. Inédito no
Brasil, o romance “Vista da Praia”, do lisboeta José Couto Nogueira, nas
primeira 124 páginas discorre sobre um grupo de amigos de vinte e tantos anos
que dividem uma casa em Cascais. São pequeno-burgueses de pendores
contra-culturais entretidos com discos do Lou Reed, fotografia, vinho e
paqueras, muito descontraídos. Me delicio com o português luso, e os
personagens me cativaram, nesse romance com muitos diálogos (o que costuma ser
um defeito, mas não aqui). Mas o que é visto da praia? A Revolução dos Cravos. José
Couto, nascido em 45, faz um instigante estudo sócio-político a partir desse
micro-cosmo, se esquivando de didatismos (o livro não ensina história de
Portugal): aquela vida comunitária colapsa, porque nenhum dos amigos consegue continuar
o mesmo depois da Revolução – ainda que pudessem, todos eles.
Até aqui acho que a maioria dos livros que citei são... como direi... solares. Tratam de amores arrebatadores ainda que difíceis, de amadurecimento ainda que pela dor, de heroísmos impuros mas bem intencionados, de perigos contornáveis e de lições aprendidas, ainda que à duras penas. O mundo pode até ser cão, mas esses autores me fizeram acreditar que se não dá pra adestrar o cão, acha-se meios pra conviver com ele. Hora de passar aos autores mais pessimistas.
Nathanael West morreu aos 37 anos, em 1940. No dia seguinte ao enterro de seu grande amigo Scott Fitzgerald. Ambos tentaram a sorte como roteiristas e fracassaram, mas West não conseguiu emplacar a carreira literária. Ironicamente, a cáustica e desesperançada novela que escreveu para se vingar de Hollywood, “O dia do Gafanhoto”, virou filme em 1975. O protagonista é um pintor que está tentando sobreviver pintando cenários para filmes, e cuja tela mais ambiciosa acaba se tornando realidade, numa dantesca cena final de linchamento. A edição que li, da série “Circo de Letras”, traz ainda “Miss Corações Solitários”, minha obra predileta dele. Um jornalista assume a tarefa considerada a mais fácil da redação, uma coluna de aconselhamento sentimental assinada com um pseudônimo. Todos os jornalistas debocham das cartas mal escritas por gente muito patética, mas o protagonista se dá conta de que essas cartas tratam de sofrimentos sérios, e ele passa a ter sérias dificuldades em ser leviano ao responde-las. Incapaz da apatia ou do cinismo que o trabalho exige, sua vida desmorona. São duas novelas brutais, que nublarão seus dias. A editora Brasiliense lançou o resto da obra de Nathanael West num outro volume: as duas novelas satíricas e non-sense “Um milhão de dólares” e “A vida alucinada de Balso Snell”, que ridicularizam o “american way of life”, em especial sua pobreza espiritual, seu materialismo e sua fé no empreendedorismo e no individualismo. Devo mencionar também “Mas não se matam cavalos?”, novela que também me marcou muito, escrita por Horace McCoy, veterano da Primeira Grande Guerra que travou amizade com Fitzgerald em Paris nos anos 20 e que conseguiu se estabelecer em Hollywood, como dramaturgo e roteirista. Se estiver sem paciência: procure pela versão cinematográfica.
Dos meus contistas prediletos, três são obcecados pela maldade humana: Patricia Highsmith (mais famosa pelos romances estrelados pelo talentoso Ripley), Roald Dahl (quando escreve para adultos) e Marçal Aquino (roteirista dos brilhantes filmes dirigidos por Beto Brant). Gosto mais dos seus contos porque a brevidade impede tramas muito rocambolescas – uma especialidade de quem tem talento para histórias policiais -, transferindo o esforço para significado dos pequenos atos e para a “psicologia dos personagens” (as aspas advém do meu incômodo com o que julgo uma expressão infeliz). Há inclusive uma tendência, nos contos desses autores, a não se escrever sobre crimes, mas sobre pequenas maldades cotidianas, daquelas que se comete impunimente e cujas consequências são sutis. Maldades quase invisíveis, mas que constituem grande parte do que torna a vida desagradável. Do Marçal Aquino amei “Faroestes”, do Roald Dahl recomendo “Beijo” e meu livro predileto da Patricia Highsmith é “Nada é o que parece ser”.
Vários
desses últimos autores e títulos que comentei estão relacionados ao cinema. O
cineasta Michelangelo Antonioni transformou vários argumentos para filmes em ótimos
contos, reunidos em “O fio perigoso das coisas”. Havia desistido de
filmá-los, mas um ou outro acabou indo para a telona. Paulo Emílio Sales
Gomes fundou os cursos de Cinema da USP e da UNB, além da Cinemateca
Brasileira, e foi crítico e ensaísta renomadíssimo. Paulo Emílio lançou um
único livro de ficção, meses antes de seu coração parar. “Três Mulheres de
três PPPês” reúne três novelas narradas por um tal Polydoro, que circula na
alta roda paulistana. Em termos de estilo, é a escrita em que eu me espelharia
se um dia cometesse a ousadia de escrever ficção publicável. Há algo anacrônico
nesse estilo mais próximo da crônica de costumes de Maupassant e Balzac, com um
tempero que o aproxima de seus contemporâneos Nelson Rodrigues, Octávio de
Faria e Lúcio Cardoso – todos nascidos entre 1908 e 1916 -, mas Paulo Emílio se
distingue pelo bom humor e até complacência com que retrata a mesquinhez e
vaidade burguesa.
Escrevi anteriormente que a trama e os personagens são para mim mais importante que digressões filosóficas e malabarismos formais, mas minha empolgação com Henry Miller talvez contradiga isso. Eu gostava de Bukowski (“Mulheres” é meu predileto) até ler os Trópicos do Miller. Nenhum dos dois ianques prima pelo enredo, mas o Miller é radicalmente displicente nesse sentido. Henry Miller vale justamente pelas digressões. Maravilhosas. Mas quanto li o estonteante e curto “O vento que arrasa”, da argentina Selva Almada, visualizei imediatamente uma encenação teatral. Imaginei a peça acontecendo dentro do Sebo Baratos (à época na Rua Paulino Fernandes), afinal são apenas 4 personagens e 2 ou 3 ambientes – todos no mesmo lugar, uma oficina mecânica de beira de estrada. Cheguei a trabalhar nessa adaptação e um amigo chegou a conseguir uma autorização informal da autora. Não fui adiante porque lá em Buenos Aires: uma companhia montou a peça. O que me fascina nesse romance é a discussão que ele promove sobre fé e relações familiares. Um romance intenso, mas com muitas nuances. Tão espetacular que tinha mesmo de virar espetáculo.
PRIMEIRO
EPÍLOGO: três autores brasileiros que gosto pacas: Márcia Denser, Mariel Reis e
Marcelo Mirisola.
Com todos os seus méritos e falhas. E hors concours: Fausto Fawcett, inigualável
pela forma como combina imaginação, senso de humor, capacidade profética e
analítica, jogo de palavras, visceralidade, furo jornalístico e referências pop,
ainda por cima articulando tudo isso com outros meios de expressão – musicais e
visuais.
SEGUNDO EPÍLOGO: a autora que mais li recentemente, e das que mais li na vida (tudo o que saiu no Brasil, quatro livros, e mais), é a francesa Virginie Despentes. Não que meu parco conhecimento me autorize fazer esse tipo de afirmação, mas ando dizendo que a trilogia “Vernon Subutex”, publicada entre 2015 e 2017, é a obra que encerra a literatura do século XX. Encerra no sentido de que esgota, sendo necessário aos outros escritores sacarem algo radicalmente novo da manga. Curiosamente a trilogia é concomitante aos últimos trabalhos de David Bowie, “Black Star” / “No Plan” / “Lazarus”, que à meu ver encerram a música pop anglo-saxã do século XX. Despentes adora rock´n´roll e o personagem Vernon é um vendedor de discos falido, que se torna DJ. Mas estilisticamente ela não é tão muderrrnosa. Há experimentações como as de Thomas Pynchon (adoro “O leilão do lote 49”), mas ela é uma grande cronista de costumes e Vernon Subutex tem uma imensidão de protagonistas, o que ecoa Maupassant e Balzac. Despentes é impiedosamente debochada, uma metralhadora giratória que não poupa ideologia alguma, mas também uma autora indiscutivelmente progressista e capaz de uma ternura monumental. Infelizmente a Companhia das Letras publicou apenas o primeiro volume da trilogia, aqui intitulada “A vida de Vernon Subutex”. Li o restante nas edições portuguesas da Penguin Random House.
TERCEIRO
E ÚLTIMO EPÍLOGO: gostaria de falar também sobre quadrinhos, revistas de
música, fanzines e biografias. Afinal é tudo literatura. Como estou exausto,
cito apenas as HQs do Sargento Rock escritas por Bob Kanigher, a Graphic novel “Moonshadow”
de J. M. DeMatteis e Jon J. Muth, os artigos, prefácios e livros do Rogério de
Campos e a autobiografia de Bruce Springsteen, “Born to Run”.
& até um próximo debate que me proponham pelo whatsapp, e que eu decida resolver com um texto escrito de casa, junto à minha biblioteca e com o google à mão, porque minha memória é péssima e na mesa do bar eu tenho mó dificuldade com nomes e datas. Abraço.

















