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Channel: porque de nada sirve escaparse de uno mismo
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10 projetos musicais que gostaria de realizar com o Selo Baratos da Ribeiro / Clube do Vinil

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Obviamente que minha paixão pelos discos de vinil – que “coleciono” (não gosto do termo, mas enfim, na falta de um melhor...) e comercializo – me fez, inúmeras vezes, divagar sobre o que gostaria de ver prensado em 7, 10 ou 12 polegadas. Mais até: vivo tendo sonhos, literalmente falando, acordo boladão: sonhos em que estou numa loja qualquer, e descubro um novo LP do Lasciva Lula (por exemplo), dou pulos de alegria – “maneiro, eles voltaram!”, só pra acordar frustrado com a realidade – o Lasciva Lula, das melhores bandas que o Rio já teve, continua morta.

O Sebo Baratos da Ribeiro já patrocinou alguns vinis (como o terceiro disco do Cigarettes, do Marcelo Colares) e bancou o selo uma vez, numa parceria com a Inker Agência Cultural: em 2009 lançamos o Conjunto Vazio, projeto do Thadeu Meneguini na entressafra entre as bandas Banzé e Vespas Mandarinas. Saiu numa linda bolacha azul, com tiragem de 300 cópias e contou com grandes participações – mais informações em http://www.baratosdaribeiro.com.br/lps-do-selo-baratos-da-ribeiro/ .

Mas agora é pra valer. Quem chegou junto e trouxe as idéias de como viabilizar, estudando os custos e tudo mais, é o Fábio Caldeira. E é fundamental que um selo tenha na equipe alguém que entenda de masterização e corte, que tenha experiência com a fabricação da capa & encarte etc & tal – porque desses aspectos prático estou por fora. Daí que o pontapé inicial seja um EP do Látexxx – duo que amo, formado pelo Fábio + Gabriela Camilo. A campanha segue no portal Benfeitoria até o dia 10 de outubro de 2019:



A equipe do SELO BARATOS / CLUBE DO VINILse completa com Pedro de Freitas Branco, da banda White, amigo de longa data com muita experiência em produção musical e direção artística. (Quando ainda morava em Portugal, onde liderou a popular banda Pedro & Os Apóstolos, chegou a gravar em Abbey Road, em Londres!)

Ou seja: eu não decido sozinho. Além do Fábio e do Pedro, apita o público, especialmente enquanto o selo se organizar a partir das campanhas de financiamento coletivo. Mas eu gostaria de falar dos MEUS PROJETOS. Ainda não apresentei nada disso “à diretoria”. Será que eles aprovam?! Na verdade o buraco é mais embaixo... nunca apresentei essas idéias aos próprios artistas... Será que eles topam?!

Começando com 2 dos projetos mais difíceis de realizar, porque eu SEI que o Bernar Gomma NÃO tem simpatia pela idéia, hehehe:


1) BEACH COMBERS CONVIDA... CANTORES: compositores como Luiz Lopes, Filipe Proença (Vulcânicos) ou Gabriel Thomaz (Autoramas) botando letra & voz em canções do Beach Combers.

2) SEM VOZ, COM BEACH COMBERS: o trio carioca gravando versões instrumentais de canções dos compositores que participaram do projeto anterior. (Esses 2 compactos poderiam no futuro ser reunidos num LP, acrescidos de gravações inéditas dos Beach Combers.)

E vamos pros projetos “mais fáceis”:


3) INTERLÚDIO: A VOLTA DO LETUCE: estive num show do Letrux em Petrópolis (no Quintandinha, Festival de Inverno do SESC) em que o Lucas Vasconcellos participou, e nesse show ele e Letícia Novaes apresentaram umas duas canções inéditas, compostos em parceria. É claro que ambos estão seguindo seus próprios caminhos, com grande sucesso: mas a gente adorava o Letuce, e bem, se tem material novo (tá no vídeo aí abaixo), queremos isso em vinil!



4) AS BAPHÔNICAS: eu  e Bia, minha esposa, nos viciamos no reality RuPaul´s Drag Race e daí descobrimos o circuito carioca de concursos de Drag Queens, o que me fez reavaliar a contribuição do Pablo Vittar pra música brasileira (ele pode ter mil defeitos, mas abriu uma porta importantíssima) e descobrir a Linn da Quebrada, hoje das minhas artistas prediletas (aquilo é punk rock!). As Baphônicas é um duo formado por Ravena Creole e Chloe Van Damme, duas das melhores drags da cidade, que produzem vários eventos no Pink Flamingo (Copacabana) e são juradas do Drag Star – concurso que acontece no Teatro Rival e está em sua terceira temporada.




5) CÁSSIA TACY ELLER DE CAMPOS: Tacy Campos nunca tinha atuado, mas foi a grande descoberta do musical sobre a vida da Cássia Eller, que nos últimos 4 ou 5 anos já passou por quase 30 cidades e foi visto por mais de 150 mil pessoal. Tacy de Campos tem muito a ver com a Cássia, e não me refiro apenas à voz: é lésbica, tímida, geniosa e sua formação é basicamente roqueira, ainda que de interesse por sons mais “tipicamente brasileiros”. A curitibana Tacy tem 29 anos e é compositora: nunca se interessou na carreira de intérprete e até se incomodou bastante ao ser associada à Cássia Eller. (É minha amiga: sei que ela odiava que pedissem, nos seus shows, pra ela cantar Cássia.) Mas rolou uma transformação recentemente: Tacy lançou seu primeiro CD autoral e se deu conta da dificuldade de promovê-lo, e casou com a Chrisce, fotógrafa que tem um espírito muito pragmático. E finalmente Tacy se assumiu como, além de cantautora, a melhor intérprete de Cássia Eller que temos. É hora de registrar isso em vinil. Pode ser meio a meio: canções do repertório da Cássia + uma canções inédita da próprio Tacy.   




6) DA CAVERNA DO MAMEDE: Mário Mamede baterista de uma das últimas bandas de rock carioca que conseguiram razoável sucesso comercial, o Moptop. Atualmente tá mergulhado na cena gótica / dark wave. Gostaria de lançar um EP com cada uma das bandas em que ele toca: Gangue Morcego, Herzegovina e Seashore Dark Cave – esta última é seu projeto solo e instrumental, one-man-band.





7) APENAS UMA TRANS LATINO-AMERICANA: Verônica Valenttino é a trans cearense à frente da banda Verônica Decide Morrer. Há uns anos ela tem feito shows cantando apenas Belchior – fez inclusive esse show no Sebo Baratos. É maravilhoso e merece uma edição em vinil! (Verônica também está no elenco da peça “Quem tem medo de Travesti?”, que vi recentemente no Poeira, aqui em Botafogo: maravilhosa.)





8) HELL DE JANEIRO: AO VIVO DAS RUAS:  o atual momento político exige uma retomada das ruas pela turma que não é do bem, e sim do rock. As bandas “pioneiras” nessa resistência, as bandas que “redescobriram” as praças & cruzamentos como palco, como os Beach Combers, Wagner José & Seu Bando, Astro Venga e Vulcânicos, andam mais sossegados... E aí me lembro do David Peel & The Lower East Side, uma banda de malucos dos anos 60 que faziam longas jam sessions nas praças de Nova Iorque, distribuindo pandeiros e violões pros transeuntes entrarem na farra, cantando canções contra a violência policial e a favor da legalização da maconha. Em 1968 a Elektra lançou o LP “Have a Marijuana”, gravado ao vivo na rua, registrando essa deliciosa balbúrdia. É mais ou menos o que gostaria de fazer, agora e aqui, com as bandas instrumentais cariocas – haveria um microfone aberto ao público, mas registrando num canal separado, pra gente depois mixar os intervenções mais interessantes, sem atrapalhar a qualidade da música gravada.




9) RATAUS´ GLAM EXTRAVAGANZA: Raphaël Rataus gravou incríveis edições do Clube do Vinil dedicadas ao David Bowie, nossas festas Glam, e fez bombar as pistas do Porto Pirata, After Bar, Casa da Matriz & afins. Só que há poucas semanas pendurou as chuteiras de DJ – provisoriamente? Diz que quer se dedicar a outros projetos, mas faz mistério sobre quais sejam. Mas eu tenho um chute, e dos bons. Rataus foi guitarrista do Nabuco On The Roxy, que lançou 3 discos entre 1999 e 2006 (incluindo uma ópera rock em 2001: Motel Luxúria!), e frontman do Barbarella. Então o lance é: Rataus quer voltar a tocar guitarra e cantar. Então esse EP é pra ele regravar uma canção de cada uma dessas bandas que teve, e apresentar algo novo.




10) VERSÕES DE VELHOS “HITS” DO UNDERGROUD CARIOCA, ATUALIZADAS PEOS ATUAIS PROJETOS DE SEUS COMPOSITORES: vivo de luto pelas grandas bandas que o Rio já teve, e ficaram pelo caminho, sem nunca terem tido um registro em vinil. Vários dos músicos envolvidos continuam na ativa, com outros trabalhos. Esse EP seria para que esses artistas “ressuscitassem” seus velhos “hits”, com suas atuais bandas. Alguns exemplos hipotéticos, no esquema “Banda Antiga / Banda Atual”: Filhos da Judith / Luiz Lopes, Carne de Segunda / O Branco & O Índio, Funk Fuckers / B Negão & Os Seletores de Frequência, Café Funquê ou PicNic / Chokky Starlust & The Hamsters From Pluto... mas as bandas das quais mais tenho saudade é o Lasciva Lula, que poderia ter reinventado pelo Melvin & Os Inoxidáveis, que conta com o Guga Bruno.








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